"WORKCHOPP": Usos & Abusos da Pesquisa Eleitoral

Por: Annita Costa Malufe


Um brinde ao recente curso promovido pela SBPM, um workshop regado a chopp! Afinal, qual lugar poderia ser mais adequado para discutir política do que uma mesa de boteco?! O "Workchopp" reuniu profissionais experientes para discutir uma questão especialmente premente em ano de eleições: os usos e abusos da pesquisa eleitoral.
Uma mesa redonda aberta ao público, no dia 31 de agosto, deu início ao curso ocorrido no sábado dia 2 de setembro para (seria interessante dizer para X inscritos)os inscritos. Esse evento foi uma espécie de aquecimento onde foram levantadas questões fundamentais, entre as quais, o aspecto ético da pesquisa eleitoral.
Estiveram presentes na mesa, sob a mediação de Rachel Moreno, presidente da SBPM - Márcia Cavallari, do IBOPE, Gustavo Venturi, da Fundação Perseu Abramo, Antonio de Pádua P. Jr, o Paeco, da APPM e Paulo de Tarso, da Tarso Loducca (da Agência Celso Loducca). Na platéia, diversos pesquisadores prestigiaram o evento e deram indispensáveis contribuições ao debate.

Divulgação, distorção, manipulação

A forma de divulgação das pesquisas foi um dos itens que geraram mais intervenções durante o debate. A grande quantidade de resultados que aparecem na mídia com distorções ou erros de interpretação é uma preocupação constante entre os pesquisadores. "A gente de pesquisa se sente impotente para controlar estes usos e abusos", declarou Márcia Cavallari. Exemplificou dizendo que muitas vezes uma pesquisa é publicada na primeira página dos jornais de modo totalmente equivocado, e a quando a reclamação junto à imprensa resulta em um direito de resposta, essa publicação não tem a menor visibilidade: "você consegue uma retratação desse tamaninho que ninguém vê", lembrou revoltada.
Destacando que, no Brasil, os institutos não possuem poder para fiscalizar e interferir na divulgação das pesquisas, Márcia deu o exemplo da Inglaterra. Neste país, que já passou por uma fase semelhante à nossa, alguns institutos de pesquisa conquistaram o poder de veto nas manchetes dos jornais que façam referência às suas pesquisas.
Muito comum é a ênfase exagerada atribuída às variações dos resultados, na imprensa, e na utilização feita pela propaganda dos candidatos, lembrou ela,. Quando um candidato sobe, ainda que apenas dois pontos, manchetes espetaculares anunciam que ele "disparou" ou, no caso contrário, que "despencou" um ou dois pontos. E isto tudo, quando a variação está dentro da margem de erro.
Entretanto, na sua opinião, hoje começa a haver uma preocupação maior da imprensa com a questão da correta divulgação. Da parte dos profissionais de pesquisa, ela acredita na necessidade de união e fortalecimento, a partir de uma entidade que represente os interesses da atividade e ajude neste controle.
Além das manchetes e da forma de compor o texto, onde diferentes ênfases podem ser dadas de modo a induzir a interpretação do público, a imprensa comete abusos mais graves no uso das pesquisas. Dentre estes, vê-se desde situações que ignoram a margem de erro até a comparação de resultados de institutos diferentes, e mesmo casos extremos como a publicação de pesquisas antigas. Isto tudo sem falar nos erros técnicos, provavelmente decorrentes da falta de conhecimento dos jornalistas em relação à pesquisa. "Acho que temos de trabalhar em todas as áreas: na legislação e na educação dos jornalistas. Quando a manipulação é proposital, só a legislação segura", frisou Gustavo Venturi.
Para ele, a falta de uma legislação que dê maior cobertura à divulgação é o que permite que estes abusos ocorram por parte da mídia. Por isso, Paulo de Tarso recomendou a criação de um código de ética (Gustavo Venturi lembrou que o código já existe) que funcione e seja conhecido e seguido por todos os lados envolvidos, uma espécie de CONAR da pesquisa. Novamente Gustavo Venturi recordou que falta ao nosso código de ética poderes e responsabilidades sobre o uso que se faz do resultado da pesquisa. Ou seja, o código é omisso com relação a esse aspecto.
Na opinião de Antonio de Pádua P. Jr, o Paeco, o caminho poderia ser este, com um órgão que fosse de respeitabilidade e um código de ética simples, funcional, que operasse com regras básicas. Como ressaltou, a discussão precisaria dar-se independente do período eleitoral, para que um código de conduta realmente válido fosse aos poucos disseminando-se na sociedade.

A mercadoria "ponto de pesquisa"
Para falar do poder de influência da pesquisa eleitoral, Paulo de Tarso introduziu a noção de ponto de pesquisa enquanto mercadoria: "O ponto de pesquisa é uma mercadoria que tem um valor grande, pois o poder que as pesquisa têm de influenciar decisões na democracia é enorme". Ao seu ver, a pesquisa adquiriu uma dimensão tal que não há mais volta. Se havia um tempo em que se fazia campanha política sem pesquisa, hoje esta situação é impensável. Assim, toda a questão da divulgação - divulgar ou não, proibir ou não, impor a ética na divulgação - deve ser pensada e analisada tendo em vista este poder decisivo.

Até quando divulgar os resultados de pesquisas?
Do mesmo modo, na opinião de Paulo de Tarso, o uso político dos resultados envolve um dado de poder. "Vocês são produtores de diamantes e se portam como quem comercializa pedrinhas de cristal", declarou. Ele acredita que há um poder político devastador que conduz à democracia e, desta forma, é preciso sempre lembrar que a pesquisa não apenas influencia a opinião do eleitorado mas é um detalhe capaz de ceifar ou promover carreiras políticas. Muitas vezes os números acabam sendo, nas suas palavras, "meros instrumentos de poder usados sem a menor cerimônia". Neste sentido, Gustavo Venturi chamou atenção para o fato de, mais do que no eleitorado, a maior influência das pesquisas ser detectável na saúde financeira das campanhas.

Venturi também se posicionou contrário à proibição da divulgação dos resultados de pesquisa nos meios de comunicação, enquanto cidadão. Mesmo que do ponto de vista profissional, a proibição possa ser mais vantajosa - teríamos mais políticos como clientes privados, disse Gustavo - não podemos esquecer que a pesquisa é um dado de informação, como vários outros que influem no voto e que não podem ser negados aos eleitores. "Sou mais pelo desenvolvimento do espírito crítico do eleitorado e pelo máximo de debate", completou.

E o pesquisador?
O papel do pesquisador no meio dessa história toda também foi colocado em pauta. Paeco salientou que, atualmente, o mercado vê o pesquisador como um estrategista, espera dele mais do que apenas dados de estudos. Muitas vezes durante uma campanha querem que a pesquisa resolva o problema do programa político. Como consequência, na opinião dele, a despolitização da campanha. Ou seja, voltando à questão da mercadoria, colocada anteriormente por Paulo de Tarso, cada vez mais temos programas guiados segundo resultados de pesquisa, tal qual uma pesquisa de mercado - feita justamente para descobrir as expectativas do consumidor.
Já em relação à impotência do pesquisador frente à divulgação errônea dos resultados, uma proposta prática foi dada por ele: que ao notarem incorreções, os profissionais de pesquisa entrem imediatamente em contato com os meios de comunicação para reclamar, de preferência em nome de alguma entidade, como a própria SBPM.
Venturi colocou a importância de se avançar na discussão e até uma provável reelaboração do nosso código de ética. Apenas assim, acredita ele, será possível sustentar e melhorar o prestígio da profissão de pesquisador. Nesta mesma direção, Rachel Moreno reforçou a necessidade de fortalecimento e união dos profissionais de pesquisa para o resguardo do controle sobre o produto de seu trabalho. "Precisamos nos juntar e discutir isto coletivamente, estabelecer normas e parâmetros que nos interessem", enfatizou.

Educação para a política
As discussões continuaram no sábado, dia 2 de setembro, quando se deu o curso completo para os inscritos. Além dos temas mais técnicos, questões polêmicas foram abordadas. Entre as quais, "Por que as mulheres não gostam de política?", tratada por Oriana White, "Mapa da exclusão social", apresentado por Aldaíza Sposati, "O que falta perguntar em pesquisa eleitoral", por André Singer, "Semelhanças e diferenças entre um candidato e um produto", por Fátima Pacheco Jordão e Rachel Moreno.
Oriana mostrou os resultados de uma pesquisa onde era possível notar que, além das mulheres, os jovens também são vítimas do preconceito de serem apontados como desinteressados pela política.
Um estudo realizado junto a 359 indivíduos, de 18 a 44 anos, residentes na cidade de São Paulo e finalizado no início de setembro mostrou o outro lado da moeda, apresentado por Oriana White.
Quase a metade da amostra disse se interessar por política. Só não alcançam este limite as pessoas que estão mais preocupadas com o início de sua carreira e obrigações familiares em crescimento (25 a 34 anos) do que com o futuro do país, algo distante para quem tem que entrar no complicado mercado de trabalho ou tem que sustentar dois filhos pequenos.
Dois motivos básicos justificam a falta de interesse: o fato de "política cheirar a desonestidade", mais enfático junto ao segmento feminino e o de ser um assunto "cansativo, chato e repetitivo" mais apontado pelos mais jovens (18 a 24 anos).
A escola, propiciando a formação do caráter político na criança, e a mídia, especialmente através dos jornais e televisão informando e contextualizando os acontecimentos diários de forma mais agradável, são vistos como os principais canais para acelerar a politização de nossos cidadãos. Com estas forças em ação a população espera que a sociedade se articule, debata e discuta cada novo candidato, cada nova proposta e fiscalize as falas e promessas dos ganhadores.
Aliás, esta pesquisa parece ter denunciado que as propostas apresentadas pelos políticos, até a realização da pesquisa, ficavam longe do esperado pelos entrevistados, cuja maioria pedia por soluções mais práticas e objetivas, especialmente os jovens, seguindo-se como decorrência, a preocupação com o desemprego e violência.
Segundo Oriana, estamos diante de um eleitor mais consciente e crítico e, em conseqüência, mais interessando em fazer política. "Que se cuidem os presentes e pretendentes a políticos e que se preparem os sujinhos para que o papo role solto novamente".

Exclusão social
Aldaísa Sposati apresentou uma pesquisa a respeito da exclusão social, marcada territorialmente, na cidade de São Paulo. Um dos itens centrais do estudo, segundo ela, é a possibilidade de mostrar que nem sempre as melhorias urbanas realmente são melhorias a pleno, ou seja, que servem à cidade como um todo.
Ela se ateve principalmente à metodologia utilizada para a construção do mapa. Em primeiro lugar, explicitou o pressuposto de que exclusão não é igual à pobreza. A partir daí, explicou como foi criada a escala, a partir de uma unidade de medida capaz de referenciar as condições de vida na relação exclusão e inclusão social.
Um segundo ponto importante, de acordo com ela, é que, para se discutir exclusão, é preciso entender e definir seu oposto, isto é, a inclusão. Assim, para construir o mapa, começou-se discutindo a inclusão, e a virtualidade de inclusão, sua utopia. Concluiu-se que a inclusão supõe autonomia, desenvolvimento humano, qualidade de vida, eqüidade, democracia, cidadania e com tudo isso felicidade.
No entanto, frisou que há níveis e graus diversos de exclusão e de inclusão. Então, o trabalho em si foi descobrir qual seria o ponto pelo qual uma dada situação passa de um estado para outro. Esse ponto de mutação foi denominado Padrão Básico de Inclusão - o que é diferente da média. "Por exemplo, estudando a questão do salário dos chefes de família, o ponto de mutação não é a média dos salários das famílias de São Paulo, mas sim o que nós tomamos como ponto de inclusão: chefes de família que recebem de 3 a 5 salários mínimos. Esse passou a ser o ponto de inclusão, os chefes de família nessa faixa não estão no ponto de inclusão. Todos aqueles abaixo dessa posição estariam excluídos e todos acima estariam incluídos", explicou.
Um dos resultados apresentados foi que entre os 96 distritos de São Paulo, de acordo com o padrão formulado, apenas 23 foram classificados no espectro incluídos, enquanto 73 ficaram no espectro excluídos, após a somatória das 49 variáveis. O índice que mede a distância social entre a pior a melhor condição de uma variável é denominado Índice de Discrepância.
O mapa, como destacou Aldaísa, oferece a possibilidade tanto do ponto de vista dos índices, quanto do ponto de vista da territorialização, permitindo que se faça também análises cruzadas. Dando um exemplo, ela abordou a administração de Paulo Maluf, quando grandes obras foram feitas exatamente no quadrante sudoeste, onde fica o que se chama da imagem de cidade, o quadrante que tem referência na sociedade. Enquanto que em toda a região Leste, local dos maiores índices de exclusão, os gastos do orçamento público foram ínfimos.
Podemos tomar o mapa como um instrumento que permite a contraposição do gasto às medidas de inclusão e exclusão social. Por isso, esclareceu que a metodologia usada é uma caixa de ferramentas, que apresenta várias possibilidades de se relacionar e inter-relacionar os dados. Entretanto, Aldaísa alertou que a condição fundamental é sempre lembrar que estamos analisando a cidade nos 96 distritos e que, via de regra, tendemos a generalizar a nossa visão da cidade sem perceber que cada um desses pedaços de São Paulo traduz culturas, referências, crescimento que os particularizam. Diferenças em decorrência das quais ela acredita que São Paulo não deveria ser governada de modo central, mas sim pulverizado.

O que explica o voto?
Levando em conta que o processo eleitoral é fundamental para a democracia, André Singer ressaltou a importância de se entender melhor o que ocorre nas eleições, na cabeça do eleitor - por que as pessoas vão votar, ou por que elas deixam de votar, quando elas vão votar em quem elas votam, como elas tomam esse tipo de decisão, o que as motiva para decidir em uma direção ou outra etc. - questões, segundo ele, centrais para que seja possível compreender como funciona a nossa democracia e quem sabe melhorar a qualidade dessa democracia.
Singer observou que atualmente as universidades da Inglaterra e de outros países da Europa, mas sobretudo nas universidades norte-americanas, existe um corpo teórico fazendo discussões sobre comportamento eleitoral, ou seja, elabora-se uma teoria sobre comportamento eleitoral.
Fazendo uma crítica à forte tendência atual de atribuir um peso decisivo à propaganda política, Singer defendeu que o grau de influência é proporcional à desinformação dos eleitores. Ao seu ver a propaganda só age com força considerável sobre as pessoas que possuem grau mais baixo de informação. "O que a propaganda faz é reforçar as convicções ou as impressões que o eleitor já tem quando entra no processo eleitoral, na campanha eleitoral", frisou.
Outro ponto interessante em relação às condições de escolha do voto, foi a crítica à idéia de que as pessoas votariam de acordo com sua condição étnica, social. Segundo ele, quando as entrevistas são feitas verifica-se que as pessoas apresentam um universo mental rico e completamente diversificado , resultando que, contrariamente ao que se imagina é o que leva as pessoas a votarem diferentemente do que sua condição social preveria. "Se as condições sociais do indivíduo determinassem o voto, a esquerda ganharia sempre, porque a esquerda é aquela que defende o interesse do trabalhador", exemplificou.
Já a identificação partidária, embora possa ser considerado um elemento levado em conta na decisão do voto, estaria junto com muitos outros elementos de semelhante relevância. Singer ressaltou, citando diversas teorias atuais, em especial de um modelo norte-americano em construção, que, para que possamos realmente compreender o voto, é preciso combinar vários elementos em estágios diferentes.

Semelhanças e diferença entre um candidato e um produto
Na sua palestra, Fátima Pacheco Jordão pôs em pauta a discussão sobre as diferenças e semelhanças entre candidato e produto. Ao seu ver, a estabilidade no mercado eleitoral é muito parecida com certas persistências do mercado de consumo, onde definições se dão a partir de capacidade de renda, de consumo e de distribuição.
O eleitor decodifica informações e se posiciona de maneira diferente de eleição para eleição, seguindo uma lógica racional na qual a relação dele como sujeito que escolhe determinado candidato, ou partido, muda menos do que as condições das normais e leis eleitorais do país. Exemplificou com o caso do Brasil, onde cada eleição é regida por uma regulamentação especial.
Segundo ela, o treinamento é uma diferença fundamental entre o eleitor e o consumidor brasileiros. "O consumidor não teve 20 anos de ditadura nas costas, pelo contrário, foi no período de ditadura onde os direitos civis foram suprimidos e do consumidor foram exaltados. Ele é, portanto, muito mais treinado do que o eleitor", insistiu. Lembrando ainda que o consumidor aqui é mais protegido do que o eleitor do ponto de vista de códigos e regulamentações.
Em relação à percepção de discursos, o consumidor também estaria em vantagem, pois pode perceber com clareza e de forma bastante objetiva, as funções de um produto de consumo. Afinal, isto é importante do ponto de vista da eficácia de consumo. Já os discursos políticos, até mesmo em suas formulações, são muito mais complexos.
Em conseqüência disso tudo, nosso eleitor seria mais vulnerável do que o consumidor. No entanto, na opinião de Fátima, este é um aspecto que está se modificando. Ela frisou que "nós temos hoje - e não tínhamos há 5 ou 6 anos - organizações não-governamentais preocupadas em treinar o eleitor, filtrando aspectos éticos e não éticos". Para ela há uma constante e crescente evolução do eleitor. Progresso este que implicaria na evolução da informação capaz de tornar o eleitor mais equipado para responder, reagir e se proteger dos mecanismos supostamente mercadológicos da comunicação política.
Rachel Moreno complementou a fala de Fátima acrescentando a ótica do pesquisador neste tema.
Lembrou da resistência que enfrentava a pesquisa - principalmente a qualitativa - junto aos políticos e seus comitês. "Você pensa que sou um sabão em pó?!" diziam antigamente. Resistência esta que foi baixando cada vez mais, a ponto de hoje em dia estarmos vivendo o extremo oposto, cada vez mais se reproduz no discurso o que o eleitor gostaria de ouvir, e não o que a candidatura realmente representa . E isso ganha corpo com o auxílio da pesquisa.
Por isso, Rachel enfatizou o fato das pesquisas eleitoral e de mercado estarem sendo utilizadas, muitas vezes, como alicerces das ações e discursos que visam atender à expectativa do público. Com a ressalva de que, no caso da pesquisa de mercado, o diferencial ser mais claro. A mistificação do produto pode enganar o consumidor e levá-lo a fazer a primeira aquisição do produto. Caso a promessa não se sustente, o consumidor muda de marca. Já, no caso da pesquisa política, muitos candidatos preferem esconder o seu diferencial, salientando aquele que seria mais ao gosto do eleitor, e não havendo tempo deste experimentar, perceber o engano e mudar o seu voto.
Além destas, e outras semelhanças e diferenças, Rachel ressaltou a importância da escolha pessoal do pesquisador. Muito mais do que no caso da pesquisa de mercado, a opção pesa quando se trata do candidato que você se dispõe a ajudar a vencer. Questão esta que ela assinalou como importante para uma discussão mais profunda e que deve ser feita mais adiante: a alienação do pesquisador com relação ao produto do seu trabalho.

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